UNIVERSIDADE FEDERAL DE GOIÁS

EDUARDO OLIVEIRA DOS SANTOS

FRANKLIN SILVA DE CASTRO BONFIM

HELOISA MARQUES RIBEIRO

Processo de Urbanização, Revolução Digital, Internet das Coisas, hiperconectividade, Sociedade Colaborativa, Smart City. Todos estes termos convergem para a conceitualização das Cidades Inteligentes. Cunha (2016).

Cidades inteligentes, demandam uma enorme e variada gama de informação e tipos de dados na presercução de sua gestão administrativa, e estes dados disponiveis requer qualidade e desempenhos cada vez maiores para um serviço de qualidade. Estes dados juntamente com a sua Interoperabilidade (Capacidade de um sistema de se comunicar de forma transparente com outro sistema- Wikipédia) são os motores que viabiliza os custos, pois operam na racionalização de consumo de energia e tráfego urbano, dois grandes atores na gestão de uma cidade. Advinda de melhor desempenho nos sistemas de transporte público, tráfego leve, sustentabilidade energética, gera uma economia sustentável. Estes pontos são sustentados por recursos digitais e de programas na rede interligados com inteligência de softwares, adicionando que vantagens econômica, social e política as Cidades, transformando-as em cidades inteligentes.

Para tanto se faz necessário o emprego no uso desses softwares. Mas que tipos de dados são utilizados na aplicação? São softwares rodando vários programas. “Os seus formatos também são muito diversos e envolvem o uso de padrões múltiplos: dados tabulares em formatos Excel ou CSV, dados geográficos codificados em formatos baseados em GeoJSON ou Shapefile, dados textuais descritos usando JSON ou XML (obtidos de uma API, por exemplo), imagens, vídeos, etc.” - OPENDATASOFT.2017

A interoperabilidade, confere agilidade, e comunicação entre diversos sistemas, temos semáforos inteligentes, operação de transportes de cargas, linhas de produção enxuta e sob demanda, transportes públicos, são muitos os exemplos. OPENDATASOFT.2017, também em outro artigo descreve: “as redes de sinais de trânsito adaptáveis como a de Pittsburgh são construídas com um fluxo livre de dados em tempo real entre sinais e processamento em tempo real de dados de detecção e rastreamento de veículos e pedestres. Os designers do sistema de Pittsburgh, agora disponíveis como produto (Surtrac) através da Rapid Flow Technologies , também estão trabalhando para integrar dados de sinal de trânsito em um ecossistema de dados maior que abrange dados de sensores de veículos convencionais e autônomos, superfícies rodoviárias, infraestruturas de estacionamento entre outros. O objetivo é criar um sistema holístico e multimodal capaz de otimizar o fluxo de veículos, ciclistas, pedestres e trânsito em um nível de grade.

Sistemas de fluxo de tráfego como este não apenas produzem dados que podem e estão sendo compartilhados como dados abertos, mas integram os dados abertos existentes de fontes como rastreamento do tempo e sistemas de alerta de estradas para criar uma visão abrangente das condições de tráfego e fluxo.”

Em Engenharia de Transportes, a utilização desta ferramenta é de suma importância, pode demostrar como se segue também perfeitamente a utilização do formato KML.

KML é um formato de arquivo usado para exibir dados geográficos em um navegador da Terra, como Google Earth, Google Maps e Google Maps para celular. O KML utiliza uma estrutura de tags com elementos e atributos aninhados e se baseia no padrão XML. Todas as tags diferenciam maiúsculas e minúsculas. A referência indica as tags que são opcionais. Em determinado elemento, as tags devem aparecer na ordem mostrada na referência. O KML é um padrão internacional mantido pelo Open Geospatial Consortium.

Da mesma forma que os arquivos HTML exibem seus arquivos na WEB o KML também pode. Para visualização desses dados na WEB é necessário que ele esteja hospedado em algum servidor da Web público. O tipo mais simples de documentos KML são aqueles que pode ser criados diretamente no Google Earth, isto é, você não precisa editar ou criar KML em um editor de texto. Marcadores, superposições de solo, caminhos e polígonos podem ser criados diretamente no Google Earth. Os marcadores que é um alfinete amarelo que marca o mapa sinalizando o local. Inclui um elemento <Point> local onde se é marcado pode ser colocado um ícone e outros elementos geométricos. A tag <Placemark> possui um ou mais elementos geométricos, elementos como: nome, descrição e posição na terra. Faz se o uso do HTML descritivo nos marcadores. Podem ser usados superposições de solos o qual coloca uma imagem/estrutura no solo, que é controlado pela tag <LatLonBox> através dessas superposições o terreno pode ser observado por vários aspectos. Os valores são dados pela latitude norte/sul e pela longitude norte/sul. Para responder uma solicitação de do Google Earth um servidor KML deve seguir determinado conjunto de regras para que possam ser interpretadas.

Exemplo com elemento <Point>:

<?xml version=“1.0” encoding=“UTF-8”?>

<kml xmlns=“http://www.opengis.net/kml/2.2”>

<Placemark>

<name>UFG Aparecida</name>

<description>Campus UFG de Aparecida.</description>

<Point>

<coordinates>-49.2772367,-16.817185 </coordinates>

</Point>

</Placemark>

</kml>

Nesse exemplo é colocado um ponto no mapa revelando a localização do Campus da UFG Aparecida, com suas coordenadas. O KML é uma ótima ferramenta para quem quer explorar o mapa de diferentes formas, com recursos para obtenção de dados mais detalhados.

CONCLUSÃO

Impulsionado pela mudança social e comportamental da sociedade no século XXI, o século da ousadia tecnológica, todos os processos demográficos tem sofrido alterações em sua construção.

No planejamento de cidades a principal busca para suprir as novas necessidades do ser humano estão relacionados com os aspectos de conectividade e integração tecnológica tem sido as mais requisitados. A tecnologia esta mudando a vida do homem e suas formas de construir seu ambiente.

Denomidas de Cidades inteligentes (CI), as cidades interativas são projetos executados em um determinado espaço urbano com uso intensivo de tecnologias de comunicação e de gestão urbana e ação sociais comandados por dados (Data-Driven Urbanism). Os projetos de Cidade Inteligentes/Interativas contem três áreas principais: Internet das Coisas (objetos com capacidades infocomunicacionais avançadas), Big Data (processamento e análise de grandes quantidades de informação) e Governança Algorítmica (gestão e planejamento com base em ações construídas por algoritmos aplicados à vida urbana). O intuito é desenvolver condições melhores e mais ágil da vivencia do ser humano.

Destaca-se então, a imperiosidade dos sistemas de informações que vem para suprir as necessidades de cidades cada vez mais superpopulosas. Observa-se, no cenário atualmente, a maçante busca por planejados para implementação dos sistemas acima mencionados. No entanto, nota-se que apesar de haver projetos em execução, ainda não há projetos concluídos em grandes cidades mundiais. Há inúmeras dificuldades de implementação, haja vista o recém e precoce grande avanço da tecnologia.

Existe ainda grandes desafios na compatibilização dos projetos, desenvolvimento com demais infraestruturas necessárias. Vale ressaltar ainda, que para total aceitação sociedade é imperioso proporcional fatores que evidenciam a segurança para todos os seres integrados nestas cidade, bem como, a aceitação cultural de todo a nossa comunidade.

https://developers.google.com/kml/documentation/kml_tut?hl=pt-br

Cunha, Maria Alexandra. Smart cities: Transformação digital de Cidades.

Maria Alexandra Cunha, Erico Przeybilovicz, Javiera Fernanda Medina Macaya e Fernando Burgos. São Paulo: Programa Gestão Pública e Cidadania - PGPC, 2016. 161p.

http://www.gmapas.com/deposito-kml/o-que-e-arquivo-kml

OPENDATASOFT - https://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&sl=en&u=https://www.opendatasoft.com/smart-cities-solution/&prev=search acessado em 21.09.2017 17:00

OPENDATASOFT - https://translate.google.com.br/translate?hl=pt-BR&sl=en&u=https://www.opendatasoft.com/smart-cities-solution/&prev=search acessado em 21.09.2017 17:00